REBRAPD participa do Fórum UNGASS AIDS Brasil 2018




A REBRAPD participou da última edição do Fórum UNGASS AIDS Brasil, entre 7 e 8 de novembro no Recife.

A atividade organizada pela Gestos, uma das entidades membro da REBRAPD, tem como eixo central ampliar as discussões sobre HIV e Aids à luz da política internacional em âmbito nacional.  Participaram 80 ativistas membros de ONGs, Redes, Movimentos e Associações nacionais que desenvolvem ações no enfrentamento ao HIV e a Aids no Brasil.

A REBRAPD foi criada em setembro de 2014 no Fórum UNGASS AIDS Brasil em Recife.

Segue documento final do encontro abaixo:

CARTA DO RECIFE
X Fórum UNGASS/Aids Brasil – Pela Democracia, em defesa da Constituição e das Liberdades.

O Fórum UNGASS/Aids Brasili reúne lideranças do movimento nacional de atuação contra o HIV e a Aids para avaliar a resposta do Estado Brasileiro frente aos compromissos assumidos pelo País junto às Nações Unidas. Realizamos nosso 10º encontro num momento de extrema preocupação com a conjuntura do Brasil. Vivenciamos uma crise política sem precedentes que exige de nossas organizações maior capacidade para resistir aos retrocessos nos campos econômico, social e ambiental. Num ambiente cada vez menos democrático – contrário à Resolução 70/1 da ONU (Agenda 2030) no qual o País se comprometeu também a “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar acesso à justiça para todas as pessoas e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis” – nos preocupam as graves ameaças à atuação da sociedade civil organizada que defende direitos, entre elas as organizações que defendem direitos sexuais e direitos reprodutivos. Desde os anos 90, o movimento de Aids é um ator político reconhecido pelas suas contribuições para a construção da saúde universal e de culturas inclusivas no Brasil, pela promoção do respeito às diferenças e, em especial, pela defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids. Num país de imensas desigualdades, contribuímos para os avanços democráticos e, também como fruto do nosso controle social, ajudamos a construir uma resposta nacional ao HIV que se tornou referência, inclusive de ativismo, para todo o mundo. As recentes eleições brasileiras são um marco na história política do nosso país, resultado de uma campanha que recrudesceu discursos de ódio e de intolerância contra as populações aqui representadas, alimentou retrocessos e tem resultado em ameaças constantes aos princípios democráticos e constitucionais do Brasil. São graves os ataques até agora ocorridos, principalmente contra as populações historicamente em maior vulnerabilidade social e econômica como as pessoas LGBTI+, mulheres e jovens, pessoas negras, indígenas, povos de terreiros, quilombolas e outras comunidades tradicionais, pessoas vivendo com HIV e Aids, privadas de liberdade, em situação de rua, trabalhadores(as) sexuais, refugiadas e migrantes, e pessoas que usam drogas, entre outras, inclusive os movimentos de trabalhadores(as) rurais e trabalhadores(as) sem teto. Neste cenário nos comprometemos a construir resistências e a atuar em alianças propositivas, fortalecendo nosso ativismo em prol dos direitos humanos, que são indivisíveis e devem ser ampliados e garantidos em sua plenitude para todas as pessoas. Seguiremos fortalecendo diálogos e esperamos contar com parcerias estratégicas e solidárias dos organismos multilaterais e dos movimentos sociais nacionais e internacionais para defender a democracia, o estado laico, o direito à participação e ao desenvolvimento sustentável, em observância à Constituição Federal e às resoluções, acordos e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Nós afirmamos e defendemos os princípios da Universalidade, Equidade e Integralidade, pois a saúde é direito de todas as pessoas. Fortaleceremos nossa atuação nos espaços de controle social e, com solidariedade, responderemos aos estigmas e preconceitos com propostas de liberdade que nos permitam o pleno controle sobre nossos corpos, livres das intolerâncias e violências de gênero, raciais, religiosas, sexuais, institucionais e econômicas.

Recife, 08 de novembro de 2018.

ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids ABORDA – Associação Brasileira de Redução de Danos Aliança Nacional LGBTI+ Articulação AIDS em Pernambuco Associação Arco-íris de Paripueira/AL ASTTAL - Associação de Travestis e Transexuais de Alagoas ATMS – Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul ATREVIDA – Rio Grande do Norte CANDACES Coletivo Coisa de Puta Cordel Vida Fábrica de Imagens – ações educativas em cidadania e gênero FONATRANS – Fórum Nacional de Travestis e Transexuais, Negras e Negros Fórum de OSC/Aids do Amazonas Fórum LGBT de Pernambuco Fórum Maranhense das Respostas Comunitárias de Luta Contra as IST/Aids e Hepatites Virais Fórum de ONG/Aids de SP Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul Fórum Paranaense de ONG/Aids, rede e Movimentos Sociais GESTOS Soropositividade, Comunicação e Gênero GRAB – Grupo de Resistência Asa Branca Grupo Gayvota Grupo Pela Vidda-RJ Grupo Pela Vidda/SP Grupo Solidariedade é Vida Instituto Boa Vista Instituto PAPAI Manifesta LGBT+ MNCP – Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas Parceria Brasileira Contra Tuberculose – STOP TB Brasil – Segmento Sociedade Civil Pastoral da Aids Pernambuco Projeto Bem Me Quer Prosa Positiva Rede MAS – Mulheres Atuando pela Sustentabilidade REBRAPD – Rede Brasileira de População e Desenvolvimento RENAFRO - Saúde RNP+ Brasil - Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose Rede TTH Posi

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